Gostaria de admitir tudo o que se passa, ser sincera comigo mesma. Ao menos comigo. Aceitar quem sou verdadeiramente, e não enganar-me a mim como os outros deixam ser eles próprios iludidos pelo modo como me aparento. Ou isso tudo não passa de mera especulação de uma mente presa em perturbações constantes? De qualquer forma, deveria eu, ao menos, saber quando e onde me encontro, mas não, sou absolutamente capaz de enganar até a mim, é fato. Pois se não fosse isso como seriam minhas futuras crises? Meus pedidos de ajuda silenciosos e oprimidos pelo meu pudor? Se não fosse eu tão convencida a enganar-me da minha capacidade de lidar com tais eventos, poderia estar em cantos melhores. Por enquanto, no entanto, sigo com pensamentos tais que me abortoam a serenidade e empacam minha direção. Estou a regredir? Por que se não, como ainda deixo que minha mente inconsciente (ou consciente?) se sobrepuja ao meu controle? Me deixe adoecer, por mínimos minutos que seja, a tornar-me alguém que não conheço? 
Não há respostas para nada, e nem é necessário na verdade. Tenho problemas. Mas, quem não tem? Nego que há algo acontecendo e algo que aconteceu. Nego, apenas. O silêncio é meu conforto, tornou-se a muito meu próprio quarto de arte, me aceito nele e me reinvento. Porém, deixei que ele cuidasse de mim por tempo demais. Hei de fazer algo. Mas quando?
Já é tempo. 
Imagem de girl, bed, and black and white

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